Táxi. Chuva.
Marcelo, Andréa, Giovana e Arthur conversam distraidamente, entretendo o motorista:
Marcelo: - Mãe, você devolveu o bilhete pra escola?
Andréa: - Biléti?
Marcelo: - Pára, mãe. Bilhete.
Andréa: - Biléti!!!! (risos à beira do descontrole)
Arthur: - O que é um biléti?
Giovana: - Devolve o biléti!! Devolve o biléti!!
Marcelo: Pára com isso, mãe.
Arthur: - Mas o que é um biléti?
Andréa: - Ele deve estar confundindo a lição do "b" e do "g" (aqui houve uma breve e incoerente explanação sobre alfabetização, vogais e consoantes, impossível de ser reproduzida). Fica frio, filho. Amanhã mando um prestobarba pra sua professora.
Bobagens e pensamentinhos... e como nem só de bobeira se vive, veja também muroni.blogspot.com, poemas, e o novo estruturanatural.blogspot.com, escritos...
sexta-feira, setembro 16, 2005
quinta-feira, setembro 08, 2005
A tarde
Estava num posto de saúde.
Uma velha senhora com os cabelos quase totalmente brancos, contrastando com o negro da pele cansada. Mas não era a cor de seus cabelos que chamava a atenção mas, antes, os claros sinais de que haviam permanecido com bobes por muito tempo. É provável que a noite tenha sido de desconforto; por causa deles e da ansiedade, talvez mal tenha podido conciliar o sono. Mas o sacrifício valera a pena. Agora seu cabelo estava muito arrumado, grandes cachos crisalhos enrolados para dentro.
Toda sua pessoa denotava um esmero para aquela situação: as correntes douradas, a roupa correta, a velha bolsa de alças puídas. Seu ser exalava uma dignidade difícil de se encontrar. Dignidade de gente simples, de uma vida sem grandes arroubos. Aquela dignidade de quem passa pela vida com muita dificuldade, nunca se deixando seduzir pelos sustos.
Um sorriso muito claro nos lábios já frouxos.
Havia tanta sabedoria naqueles lábios e cachos de bobes, tamanha falta de complicação em arrumar-se tanto e deveras para se consultar num posto de saúde de bairro, tão anônima que mal seria notada não fosse pela grandeza. Uma vida de plácidos acontecimentos.
Foi chamada pela médica e saiu do consultório com as mãos cheias de papéis, o rosto cansado demonstrando emoção diante de tantos acontecimentos que estariam por acontecer. Contou, rapidamente, para a visinha da sala de espera que deveria fazer vários exames. Depois, contou tudo novamente para a recepcionista distraída, mostrou-lhe os papéis. De certo não era nada grave, apenas rotina, já que transparecia em sua fisionomia uma certa alegria, como que um orgulho até. Estivera certa em se arrumar tanto; agora, era merecedora de toda atenção do médico, ele até a estava indicando a outros. Deveria ter se comportado muito bem, ter sido uma boa paciente.Era um ser de cuja vida, outros deveriam se ocupar.
Despediu-se tão sorridente, atarefada e simples, que encheu a tarde do mundo de ternura.
quarta-feira, setembro 07, 2005
O pior me aconteceu: no último final de semana minha adorável residência foi invadida por dezenas de centenas de baratas.
Como a remoção de corpos ainda não se deu de maneira efetiva, não posso informar com precisão a quantidade de nojeiras que atacaram minha vida divertida, mas os números não oficiais são: três na sala e duas na cozinha, todas aladas e garbosas.
Agradeço as manifestações de apoio e carinho que tenho recebido, principalmente à minha amiga Gi, que muito me apoiou na escada, vassoura em punho, quando da invasão baratística.
Agradeço as manifestações de apoio e carinho que tenho recebido, principalmente à minha amiga Gi, que muito me apoiou na escada, vassoura em punho, quando da invasão baratística.
quinta-feira, agosto 11, 2005
sábado, agosto 06, 2005
O casal de poetas iria passar a noite fora.
Ela, mulher previdente que era, preparou uma lista mental, adicionando posteriormente em sua bolsa os seguintes provimentos:
Ela, mulher previdente que era, preparou uma lista mental, adicionando posteriormente em sua bolsa os seguintes provimentos:
- uma touca, uma boina e um par de meias;
- um gravador;
- um livro sobre a fabricação de brinquedos de sucata, um sobre figuras de linguagem e outro sobre a sociedade francesa do século XIX;
- três baralhos incompletos;
- um sabonete;
- um caderno;
- um pacote de waffer de limão;
- um limão (em espécie)
A noite teria sido um perfeito sucesso se ela não tivesse se esquecido de levar seus óculos, pilhas e uma caneta. Mas, habituadíssimos que estavam às intempéries cotidianas, jogaram baralho apostado durante toda a madrugada. Só não conseguiram chegar a um consenso sobre quem venceu, já que a cachaça lembraram de comprar no meio do caminho.
sexta-feira, agosto 05, 2005
terça-feira, julho 12, 2005
Frase da Semana
De: Stella Maris Caymmi (esposa de Dorival)
Repórter: Dona Stella, a senhora também faz música?
Stella Maris: Não. Eu faço músicos.
Repórter: Dona Stella, a senhora também faz música?
Stella Maris: Não. Eu faço músicos.
domingo, julho 10, 2005

Por obscuros motivos, em Istambul, na Turquia, cerca de 1.500 ovelhas se jogaram em um precipício enquanto seus donos tomavam café, numa espécie de suicídio coletivo. As últimas conseguiram se salvar já que tiveram sua queda amortecida pela fofa pilha de suas irmãs kamikazes. Pobrezinhas...
MORAL DA HISTÓRIA: cafeína faz mal a saúde. Pelo menos para a saúde de caprinos em geral.
sábado, julho 09, 2005
Coisas de mãe de Marcelo
sexta-feira, julho 08, 2005
segunda-feira, julho 04, 2005
Acrilic on Canvas
Legião Urbana
É saudade, então
E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três
Trabalhei você em luz e sombra
E era sempre:
"Não foi por mal
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste"
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são
Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do teu quarto
Do portão da sua casa
Fiz paleta e cavalete
E com as lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça
E da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz,então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do batom que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei no horizonte
E era sempre:"Não foi por mal"
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez
E era sempre,sempre o mesmo novamente
A mesma traição
Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito,ela não mora mais aqui"
Mas então,por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
E é só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"
É saudade, então
E mais uma vez
De você fiz o desenho mais perfeito que se fez
Os traços copiei do que não aconteceu
As cores que escolhi entre as tintas que inventei
Misturei com a promessa que nós dois nunca fizemos
De um dia sermos três
Trabalhei você em luz e sombra
E era sempre:
"Não foi por mal
Eu juro que nunca quis deixar você tão triste"
Sempre as mesmas desculpas
E desculpas nem sempre são sinceras
Quase nunca são
Preparei a minha tela
Com pedaços de lençóis que não chegamos a sujar
A armação fiz com madeira
Da janela do teu quarto
Do portão da sua casa
Fiz paleta e cavalete
E com as lágrimas que não brincaram com você
Destilei óleo de linhaça
E da sua cama arranquei pedaços
Que talhei em estiletes de tamanhos diferentes
E fiz,então, pincéis com seus cabelos
Fiz carvão do batom que roubei de você
E com ele marquei dois pontos de fuga
E rabisquei no horizonte
E era sempre:"Não foi por mal"
Eu juro que não foi por mal
Eu não queria machucar você
Prometo que isso nunca vai acontecer mais uma vez
E era sempre,sempre o mesmo novamente
A mesma traição
Às vezes é difícil esquecer:
"Sinto muito,ela não mora mais aqui"
Mas então,por que eu finjo
Que acredito no que invento?
Nada disso aconteceu assim
Não foi desse jeito
Ninguém sofreu
E é só você que me provoca essa saudade vazia
Tentando pintar essas flores com o nome
De "amor-perfeito"
E "não-te-esqueças-de-mim"
domingo, junho 19, 2005
Tem dia que de noite é foda
Gostaria de entender uma coisa: ontem fui a uma festa na Divina e dancei muito, mas muito mesmo. Como é de meu costume, retirei meus sapatos e dancei descalça (ato este que me fez chegar em casa com pés de moradora de rua). O problema é que possuo dois hematomas na região central de meu braço direito, arranhões em toda a parte posterior do braço esquerdo e um hematoma muito dolorido e extremamente feio por sobre o cotovelo.
Quaisquer indicações sobre o que pode ter acontecido comigo, é favor me avisar.
Muito grata.
Quaisquer indicações sobre o que pode ter acontecido comigo, é favor me avisar.
Muito grata.
sábado, junho 18, 2005
Coisas de Marcelo
- Professora, você sabe desenhar hormônios?
- ????? Como assim hormônios, Marcelo?
- Hormônios, que vivem no corpo da gente. É que a minha mãe só sabe desenhar leucócitos e vírus...
- ????? Como assim hormônios, Marcelo?
- Hormônios, que vivem no corpo da gente. É que a minha mãe só sabe desenhar leucócitos e vírus...
segunda-feira, junho 06, 2005
Nao sei se este texto eh mesmo de autoria do Verissimo, estou com uma preguica danada de averiguar isso agora, portanto, publico aqui do jeito que recebi (inclusive, sem editar, como bem se pode ver...)
A PESSOA ERRADA Luis Fernando Veríssimo
Pensando bem Em tudo o que a gente vê e vivencia E ouve e pensa Não existe uma pessoa certa pra gente Existe uma pessoa Que se você for parar pra pensar É, na verdade, a pessoa errada Porque a pessoa certa Faz tudo certinho Chega na hora certa Fala as coisas certas Faz as coisas certas Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas Aí é a hora de procurar a pessoa errada A pessoa errada te faz perder a cabeça Fazer loucuras Perder a hora Morrer de amor A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar Que é pra na hora que vocês se encontrarem A entrega ser muito mais verdadeira A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa Essa pessoa vai te fazer chorar Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas Essa pessoa vai tirar seu sono Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível Essa pessoa talvez te magoe E depois te enche de mimos pedindo seu perdão Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado Mas vai estar 100% da vida dela esperando você Vai estar o tempo todo pensando em você. A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo Porque a vida não é certa Nada aqui é certo O que é certo mesmo, é que temos que viver Cada momento Cada segundo Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo E só assim é possível chegar àquele momento do dia Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo." Quando na verdade tudo o que Ele quer É que a gente encontre a pessoa errada Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...
A PESSOA ERRADA Luis Fernando Veríssimo
Pensando bem Em tudo o que a gente vê e vivencia E ouve e pensa Não existe uma pessoa certa pra gente Existe uma pessoa Que se você for parar pra pensar É, na verdade, a pessoa errada Porque a pessoa certa Faz tudo certinho Chega na hora certa Fala as coisas certas Faz as coisas certas Mas nem sempre a gente tá precisando das coisas certas Aí é a hora de procurar a pessoa errada A pessoa errada te faz perder a cabeça Fazer loucuras Perder a hora Morrer de amor A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar Que é pra na hora que vocês se encontrarem A entrega ser muito mais verdadeira A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa Essa pessoa vai te fazer chorar Mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas Essa pessoa vai tirar seu sono Mas vai te dar em troca uma noite de amor inesquecível Essa pessoa talvez te magoe E depois te enche de mimos pedindo seu perdão Essa pessoa pode não estar 100% do tempo ao seu lado Mas vai estar 100% da vida dela esperando você Vai estar o tempo todo pensando em você. A pessoa errada tem que aparecer pra todo mundo Porque a vida não é certa Nada aqui é certo O que é certo mesmo, é que temos que viver Cada momento Cada segundo Amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo E só assim é possível chegar àquele momento do dia Em que a gente diz: "Graças à Deus deu tudo certo." Quando na verdade tudo o que Ele quer É que a gente encontre a pessoa errada Pra que as coisas comecem a realmente funcionar direito pra gente...
quarta-feira, maio 25, 2005
Madrugada chuva torrencial dois dedos do conhaque usado para fazer o jantar o último cigarro sendo mesquinhamente guardado para a hora em que as lagrimas de dor raiva indignação teimarem em afrontar minha auto-suficiência Radiohead esta necrose foi causada pelo consumo do tabaco escuridão a chuva de hoje não tem cheiro o coração de hoje não tem esperança e os olhos que nunca têm sono atravessam o ipê os fios as janelas os prédios escorrem na própria chuva Exit Music (for a film) mas o filme não se acaba e os atores choram a falta de imaginação do roteirista e repetem as mesmas cenas cada um a um tempo e a tristeza parece não cessar como a chuva "breathe keep breathing" Tom York e chuva e ainda a escuridão e o vazio de não ter "I cant do this alone" o que poderia ter tido a fumaça do último cigarro se esvai pela janela com um rosto pálido triste e anônimo pelo filtro sem esperanças "today we escape"
terça-feira, maio 24, 2005
15h52, acabo de dar três garfadas numa comida fria e insossa. Tudo em mim é frio e insosso...
Minha sorte do dia no Orkut fala maravilhas sobre a minha velhice. Não quero pensar sobre a minha velhice, não quero pensar no que virá. Não me venham falar sobre o depois. Não me peçam paciência.
O que eu quero, eu quero aqui e quero AGORA!
Ah, e antes que eu me esqueça: PAU NO CU DO DIA DE AMANHA!!!!
Minha sorte do dia no Orkut fala maravilhas sobre a minha velhice. Não quero pensar sobre a minha velhice, não quero pensar no que virá. Não me venham falar sobre o depois. Não me peçam paciência.
O que eu quero, eu quero aqui e quero AGORA!
Ah, e antes que eu me esqueça: PAU NO CU DO DIA DE AMANHA!!!!
QUEM ME DIRA?
(Vander Lee)
Para aonde vai uma canção
Depois do acorde final?
Será que se vai,
Que se esvai?
Ou por onde entra, sai?
Onde vai dar um grande amor
Depois do desatar dos nós?
Será que é cinema, poema,
Ou só o fim do retrós?
Qual é o tempo da alegria,
se não for toda manhã?
Homem livre, céu risonho,
Cheiro doce, boca de romã?
Será fantasia, ideologia
Ou filosofia vã?
O que foi feito do meu eu
Depois que o seu me acometeu?
Heterogêneos, misturamos,
Veja só no que é que deu
Quem organiza essa bagunça
Dentro do meu coração…
Que agoniza e não entende
Uma mudança de estação
Pedaço de vida, sou massa falida,
Sou vaso sem flor
Me sopra uma brisa, me pega,
Me toca, me pisa sem dor.
Para aonde vai uma canção
Depois do acorde final?"
(Vander Lee)
Para aonde vai uma canção
Depois do acorde final?
Será que se vai,
Que se esvai?
Ou por onde entra, sai?
Onde vai dar um grande amor
Depois do desatar dos nós?
Será que é cinema, poema,
Ou só o fim do retrós?
Qual é o tempo da alegria,
se não for toda manhã?
Homem livre, céu risonho,
Cheiro doce, boca de romã?
Será fantasia, ideologia
Ou filosofia vã?
O que foi feito do meu eu
Depois que o seu me acometeu?
Heterogêneos, misturamos,
Veja só no que é que deu
Quem organiza essa bagunça
Dentro do meu coração…
Que agoniza e não entende
Uma mudança de estação
Pedaço de vida, sou massa falida,
Sou vaso sem flor
Me sopra uma brisa, me pega,
Me toca, me pisa sem dor.
Para aonde vai uma canção
Depois do acorde final?"
CURUMIM
(Djavan)
"O que era flor eu já catei pra dar
Até meus lápis de cor eu já dei
G.I.Joe já dei
O que se pensar eu já dei
minhas conchas do mar
Ah! minha flor
chega de maltratar
O que mais pode agradar a você?
Eu já fiz tudo
cadê que adiantou?
Que louco que é o amor
Tem graça viver?
Quando ele fica de mal
não quer brincar"
(Djavan)
"O que era flor eu já catei pra dar
Até meus lápis de cor eu já dei
G.I.Joe já dei
O que se pensar eu já dei
minhas conchas do mar
Ah! minha flor
chega de maltratar
O que mais pode agradar a você?
Eu já fiz tudo
cadê que adiantou?
Que louco que é o amor
Tem graça viver?
Quando ele fica de mal
não quer brincar"
sexta-feira, maio 20, 2005
Arco da Velha. Andréa e Arthur relembram suas peripécias da noite anterior na boite gay.
Arthur: Quem era aquela mulher que estava dançando no tambor?
Andréa: Que mulher? Aquela magrinha?
Arthur: É.
Andréa: Aquela que você ficou desabotoando a blusa?
Arthur: (...) ??? Eu desabotoei a blusa dela?
Andréa: rs. Tava ajudando enquanto ela dançava com a gordinha. Não se lembra?
Arthur: (com a cabeça entre as mãos) Não.
Andréa: rs
Arthur: Quem era?
Andréa: A que levou a gente de carro?
Arthur: É.
Andréa: (espantada) Não era sua amiga?
Arthur: (enfático) Não.
Andréa: Pensei que você conhecesse...
Arthur: Não. Você não conhecia?
Andréa: Não. Nunca vi mais fraca de feição...
Vinte segundos de silêncio...
Arthur: Como que a gente foi parar no carro dela?
Andréa: Sei lá. Tudo que me lembro foi que a gente saiu, parou ao lado do carro, começou a conversar e a hora que ela saiu, a gente foi junto.
Arthur: Você não conhecia?
Andréa: Não, pensei que você conhecesse...
Mais alguns segundos de reavivamento de memória.
Andréa: E você ainda foi no banco da frente com ela, rolando a maior idéia.
Arthur: Puta, fui mesmo rs.
Giovana: Gente, na boa, fala a verdade, o que vocês andam tomando?.
-----------------------------------
Mesmo dia, algumas horas depois:
Andréa socorre no banheiro a amiga que não consegue vomitar. A fim de resguardar a sua identidade, chamaremos-na de Sra G.
Sra G está debruçada sobre o vaso sanitário. Andréa, debruçada por cima, em seu momento Raposa Matreira, ampara a cabeça (pesada, mui pesada) da Sra G com o braço direito, com a mão do mesmo braço segura a tampa da privada e com a mão esquerda segura os seus cabelos.
Quando começa a tocar Doors...
Andréa: Vomita, vamos.
Sra G: Peeople aare straaannge....
Andréa: Vamos, você consegue.
Sra G: Wheen you are a straaangeeer.....
Andrea: Vomita que você melhora.
Sra G: Youu know the daayyyy
Andréa: Não. Se concentra no vômito...
Sra G: Break on throughhhhhhhhhhh
Andréa: Meu, esquece a música, vá.
Sra G: to the other siiiiideeeeeeeee
Andréa: Pense assim: Jim chapou muitas vezes, e ele sempre vomitava pra ficar bem
Sra G: try to rruun, try to riiide.
Andrea: Para de cantar e vomita, filha-da-puta.
Arthur: Quem era aquela mulher que estava dançando no tambor?
Andréa: Que mulher? Aquela magrinha?
Arthur: É.
Andréa: Aquela que você ficou desabotoando a blusa?
Arthur: (...) ??? Eu desabotoei a blusa dela?
Andréa: rs. Tava ajudando enquanto ela dançava com a gordinha. Não se lembra?
Arthur: (com a cabeça entre as mãos) Não.
Andréa: rs
Arthur: Quem era?
Andréa: A que levou a gente de carro?
Arthur: É.
Andréa: (espantada) Não era sua amiga?
Arthur: (enfático) Não.
Andréa: Pensei que você conhecesse...
Arthur: Não. Você não conhecia?
Andréa: Não. Nunca vi mais fraca de feição...
Vinte segundos de silêncio...
Arthur: Como que a gente foi parar no carro dela?
Andréa: Sei lá. Tudo que me lembro foi que a gente saiu, parou ao lado do carro, começou a conversar e a hora que ela saiu, a gente foi junto.
Arthur: Você não conhecia?
Andréa: Não, pensei que você conhecesse...
Mais alguns segundos de reavivamento de memória.
Andréa: E você ainda foi no banco da frente com ela, rolando a maior idéia.
Arthur: Puta, fui mesmo rs.
Giovana: Gente, na boa, fala a verdade, o que vocês andam tomando?.
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Mesmo dia, algumas horas depois:
Andréa socorre no banheiro a amiga que não consegue vomitar. A fim de resguardar a sua identidade, chamaremos-na de Sra G.
Sra G está debruçada sobre o vaso sanitário. Andréa, debruçada por cima, em seu momento Raposa Matreira, ampara a cabeça (pesada, mui pesada) da Sra G com o braço direito, com a mão do mesmo braço segura a tampa da privada e com a mão esquerda segura os seus cabelos.
Quando começa a tocar Doors...
Andréa: Vomita, vamos.
Sra G: Peeople aare straaannge....
Andréa: Vamos, você consegue.
Sra G: Wheen you are a straaangeeer.....
Andrea: Vomita que você melhora.
Sra G: Youu know the daayyyy
Andréa: Não. Se concentra no vômito...
Sra G: Break on throughhhhhhhhhhh
Andréa: Meu, esquece a música, vá.
Sra G: to the other siiiiideeeeeeeee
Andréa: Pense assim: Jim chapou muitas vezes, e ele sempre vomitava pra ficar bem
Sra G: try to rruun, try to riiide.
Andrea: Para de cantar e vomita, filha-da-puta.
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