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Bobagens e pensamentinhos... e como nem só de bobeira se vive, veja também muroni.blogspot.com, poemas, e o novo estruturanatural.blogspot.com, escritos...
quarta-feira, agosto 30, 2006
Pergunta enviada ao candidato Cristovam Buarque no site do Ig
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segunda-feira, agosto 28, 2006
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sexta-feira, agosto 18, 2006
manquitolar
Coisas de Marcelo
(Quinta, final de tarde, voltando pra casa do Colégio)
Marcelo: Mãe, você tá triste, né?
Eu: Tô, filho. Tô triste por causa do Tio Arthur, porque ele está sofrendo e quando a gente gosta muito de uma pessoa, se ela sofre a gente acaba sofrendo junto.
20 segundos depois...
Marcelo (manquitolando): Ai, ai, ai, ai, ai
Eu: Que foi filho?
Marcelo: Meu pé tá doendo muito, o osso...ai, ai, ai, ai, ai
Eu: Desde quando?
Marcelo (fazendo com os dedinhos): Muito tempo...
Eu: Desde quando dói, filho?
Marcelo: Desde os seis anos.
(Ele fará nove em dezembro)
Eu (com cara de desconfiança e ironia): Desde os seis anos, Marcelo?
Marcelo (com cara de safadeza incorrigível): Tá, tá bom. Desde os sete.
Eu: Quando a gente está com o pé machucado, quanto mais a gente manca, mais o pé dói. Tenta pisar firme que passa.
Marcelo: Mas tá doendo muito. O pé, o cotovelo, meu pescoço, minha mão.
Eu: Então precisamos ir urgentemente ao médico. Vamos deixar estas compras em casa e vamos agora pro Hospital fazer umas radiografias e ver o que acontece com os seus ossos. Vamos!
Marcelo (parando de manquitolar imediatamente, como um passe de mágicas): Nossa mãe, seu remédio é bom mesmo. Eu parei de mancar e o meu pé sarou. Nossa, eu já tô bom de tudo.
Eu: É, sei. Meus "remédios" são bons mesmo...
(P.S. nesta "doença" ele e Tio Arthur são iguaizinhos mesmo. Sustentam o desvario até o fim e sempre tentam terminar a história com estilo. Sagitarianos...)
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quinta-feira, agosto 17, 2006
Que se danem os nós
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina / Totonho Villeroy
Vim gastando meus sapatos
Me livrando de alguns pesos
Perdoando meus enganos
Desfazendo minhas malas
Talvez assim chegar mais perto
Vim achei que eu me acompanhava
E ficava confiante
Outra hora era o nada
A vida presa num barbante
E eu quem dava o nó (...)
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quarta-feira, fevereiro 22, 2006
sexta-feira, janeiro 27, 2006
http://os-novos-baianos.letras.terra.com.br/letras/122201/
sexta-feira, janeiro 06, 2006
quarta-feira, dezembro 28, 2005
Ensinei meu filho a ler, antes, a gostar de ler. Ensinei a Ele a gostar de Tim Burton e Johnny Deep. Ensinei a Ele que Chico Buarque é um gênio, que o vento nos acaricia, que Phillip Glass revolucionou a música erudita, que Bach falava com deus, assim como Monet e sua impressões; que a poesia é vital aos seres humanos e que Clarice Lispector é a Fada das Palavras.
A cada dia procuro ensinar a Ele que devemos amar e respeitar as pessoas por seu caráter e não por suas escolhas.
A cada dia digo a Ele que devemos ter responsabilidades e que devemos assumir nossas ações.
Marcelo é o ser mais carinhoso, amoroso e digno que conheço.
E não pelas coisas que ensinei, mas por tudo que Ele tem me ensinado.
A cada dia peço perdão por não ser uma mãe perfeita.
E agradeço a Ele por me ter salvo.
quarta-feira, novembro 30, 2005
Como saber se se está ficando velha...
Nos embalos de sábado a noite
Após um breve cochilo, me dispus a reidratar meu corpo e, ao acender a luz, me deparei com uma gigantesca barata no telhado da escada, possivelmente alada.
Agora sou refém na torre, sem alimento ou água de procedência salutar que me sustentem. E o pior é que meu spray anti-dragões está no andar de baixo juntamente com minhas vassouras; e meu príncipe salvador, o grande Juá do condado de Casa Forte, ainda não chegou e não chega.
Espero, sinceramente, sobreviver a mais esta desdita.
segunda-feira, outubro 31, 2005
Sonho de uma noite de verão - W. Shakespeare
terça-feira, outubro 25, 2005
sábado, outubro 22, 2005
Os fedidos que me desculpem, mas perfume é fundamental

Vejam só... estou, neste exato momento e instante, utilizando-me da internet da faculdade. Acontece que o figura que está ao meu lado é dono de um bodum praticamente causticante.
Não bastasse o fulano partilhar suas odoríficas mazelas com o bondoso restante da humanidade, ainda vira pra mim e pergunta:
- Isso aqui é pra colocar cd?
- Não, é entrada de disquete antigo.
Ao que tenho de ouvir isso:
- Ah, esse tipo de disquete eu não cheguei a conhecer....
Caceta, além de empestear o meu ar tão floreado com meus óleos e hidratantes, ainda me chama de VELHAAA???? Ai, como me sinto uma idiota pela educação me impedir de dizer:
-É, pelo jeito o Rexona você também não teve tempo de conhecer, né?
Se eu não fosse tão tonta, eu diria; ah se diria!!
sexta-feira, outubro 21, 2005
Coisas de Marcelo (e do Brasil...)

Conversando com Marcelo sobre um jogo:
- Então, filho, o jogo é super legal. Você tem de montar uma cidade inteirinha, mas tem de pensar o planejamento arquitetônico a longo prazo, senão, dentro de alguns anos a cidade pode ficar toda esculhambada.
- Entendi.... pode, tipo, aparecer um Babaluf no jogo, sair zoando tudo e depois dizer: "Eu não sei de nada, aliás, eu não tô nem aqui...".
(Marcelo Aaron Sabiá, 7 anos, borboletinha e futuro comentarista político do Estado de São Paulo)
quinta-feira, outubro 20, 2005
Here Comes the Sun ou a Primavera está Chegando ou Puta que o pariu, não agüento mais carregar blusas, regatas e sombrinhas
Gostaria encarecidamente de solicitar através deste, a doação de copos e de um nariz novo
Sim, Andreinha encontra-se em crise de rinite há, vejamos... uns três meses, aproximadamente. Já deixou de fumar durante o dia e aos domingos, deixou de freqüentar a própria sala-de-estar acarpetada e pingou mais gotas de soro fisiológico nas narinas do que o permitido para a devida descontaminação do frasco. Andreinha só respira pela boca na maioria do tempo, o que dificulta, e muito, a mastigação de alimentos mais consistentes . Andreinha não consegue comer churrasco sem abrir a boca no meio de sua ruminação. Andreinha tem medo de morrer de apnéia. Andreinha sente constantes ardências em suas vias aéreas superiores.
Andreinha quer mandar as sucessivas mudanças climáticas tomarem no meio do olho do cú.
(Não, os copos não têm nada a ver com a rinite mas necessito da doação dos mesmos de qualquer maneira já que os meus foram utilizados no desenvolvimento da estratégia de número 20025 aqui descrita.)
segunda-feira, outubro 10, 2005
Karaokê
Ah, que noite aprazível tive junto a meu rebento... Saídos de uma festinha de aniversário, fomos a uma pizzaria nos arredores de nossa casa. Lá chegando, constatamos que o estabelecimento dispunha de um videokê, ao que nos postamos bem em frente ao mesmo. As músicas, belas melodias cantadas por ninguém, nos incomodaram, a principio. Ainda tentamos ver um pouco de TV, mas como fomos informados que a mesma não sintonizava nenhum canal, resolvi, a bem das circunstâncias, desfrutar das imagens vindas do grande advento tecnológico. Que maravilha aquilo não se tornou com o auxilio de duas cervejas: belas imagens de windsurf se entrelaçavam a outras de folhas orvalhadas, cestos carregados de coisas indefiníveis em meio a uma grande planície e um chiuahua por sobre folhas secas. Que regalia para os olhos... Tive um pouco de trabalho com Marcelo, que queria arremessar coisas contra o aparelho, mas me diverti deveras com o que vi, mal me contendo para desfrutar de tais imagens em minha própria casa já que, em meu dia de anos, fui presenteada com um dvdokê, aparelho nunca utilizado em toda sua plenitude de funções. Mas farei jus ao mesmo e logo me esbaldarei no acalanto de meu lar com as pertinentes imagens de piqueniques, vasos com flores de plástico e gafanhotos. |
quarta-feira, outubro 05, 2005
Canto de Orfeu
Se não posso soltar a lágrima guardada de uma noite distante, é como se ela se impregnasse na alma, no próprio ar que respiro e se multiplicasse em lavas vulcânicas de suspiros que jorram num rompante quando em meu caminhar distraído por um trecho de rua, próximo ao meio-fio, uma flor subterrânea insiste em brotar em um canteiro vazio; e a lua e os faróis e a lembrança de um rosto, uma voz, um corpo brilhante envolto em lençóis e toda a luz noturna parecem se concentrar em um brilho no canto do olhar que não sei mais se é a fagulha de um instante de recordação de uma canção muito antiga, escondida com esforço nas profundezas de mim mesmo, ou a força de algo maior e palpitante, que transpassou o coração como um falso punhal em sua transparência romântica para virar ferida na carne e no espírito quando a paixão deixou de ser semântica e a atingiu em cheio; atingiu primeiro ela, que não sei bem se estava à minha procura ou em busca de alguém como eu, perdido em sua própria noite, que encontrei o dia quando a fiz sentir-se viva e plena de sentido logo assim que ela sorriu e abriu a janela da alma sem se deter nas sombras, somente para me encontrar; foi por mim que ela brotou como uma flor solitária que não pude cuidar e perdeu suas pétalas nas lágrimas do tempo; e eu acompanhei seu renascimento e sua nova florescência à distância, contemplando-a em silêncio nas madrugadas, quando adormecia, e em uns tantos momentos ardentes do dia, esperando que suas mãos cansassem de abraçar ausências, suas lágrimas secassem e seus lábios não proferissem mais o meu nome, para então entrar e ficar ali parado, com minha lira fria, respirando em sua respiração e mergulhado na música silente de minha dor, sem poder tocar ou cantar porque era proibido falar de amor. Claudia Rio |